Este livro propõe uma leitura crítica e fundamentada do crescimento do populismo e da direita radical na Europa contemporânea, com especial atenção aos casos de França e Portugal, em diálogo com Itália e Espanha. Partindo do fim dos impérios coloniais, das guerras esquecidas, das migrações, das rupturas culturais e das promessas democráticas por cumprir, a obra analisa as causas profundas do descontentamento social que marcou as últimas décadas.
Longe de explicações simplistas ou moralizantes, o autor traça um percurso que cruza história, política e memória colectiva, mostrando como a fragilização das instituições, a crise de representação e o afastamento entre elites e cidadãos criaram o terreno fértil para discursos de ruptura. Mais do que julgar fenómenos políticos, este livro procura compreendê-los.
Trata-se de um ensaio que desafia lugares-comuns, questiona certezas instaladas e convida à reflexão sobre o estado da democracia europeia: estará em risco ou em processo de ajuste? Uma leitura exigente, pensada para quem recusa respostas fáceis e acredita que compreender o presente é condição para construir o futuro.