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Ao chegar à organização onde hoje exerço a minha actividade profissional, surgiu uma nova área: integração energética e biocombustíveis. Nome bonito. Conceito forte. Mas terreno desconhecido. E, como tudo o que nasce sem manual, começou na base da coragem e da escuta. Não havia mapas, mas havia perguntas – e com elas, vieram os diálogos. Foram meses de encontros com operadores, ministérios, investigadores, técnicos e sonhadores. Conversávamos sobre descarbonização, bioenergia, combustíveis sustentáveis, segurança energética. Mas não era só isso. Era o futuro a bater à porta de um país que já esperou demasiado por si mesmo.
Foi ali que compreendi: Angola tem mais uma chance de reinventar a sua própria história – e seria um crime não a aproveitar.
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