Este romance começa e acaba em Ponte de Lima, “a mais antiga vila de Portugal”.
E daí não deveria ter saído.
Contudo, a rebeldia dalgumas das personagens criadas levou-as à desobediência e resolveram sair de lá a fim de cirandarem por terras distantes, originando que, longe de ser um romance de viagens, este acaba por nos levar de “passeio” até Vigo, a San Gean de Luz, Paris e Bordéus, Montevideu, Caracas e ao interior da selva Amazónica, (Los Caribes e Matanzas) e, finalmente ao Brasil -, Manaus e Cataratas do Iguaçu.
Romance que também se atreve a viajar ao interior labiríntico da alma humana, das suas misérias e grandezas, romance que desassossega, ao confrontar-nos com os dramas sociais do nosso tempo; o desemprego e o destrutivo mundo da droga, que também não se priva de abordar o grande cisma do celibato na Igreja Católica, bem como um caso de pedofilia no seu interior.
Por último a viagem mais controversa de todas; confrontando uma opinião pública e publicada totalmente adversa, o autor ousa viajar até ao complexo mundo do nacionalismo, conduzindo os seus personagens ao âmago do outro cisma que, no caso, é o que abala actualmente a unidade do Estado Espanhol.